
Eu admito que pouco falo, mas também admito que eu sinto, e muito. Alguns banalizam e outros escravizam as palavras amorosas. Eu, bem, eu sou um trapezista. Eu estou no meio da linha do Equador, da dor, do sabor, do amor. Onde os olhares ainda são mais valiosos que os berros no meio da multidão. Eu ando na linha, e o vento bate forte em meu peito, e o risco é a pura e prazerosa adrenalina.