terça-feira, 5 de maio de 2009

Sobre a morte.

Eu não espero chegar simplesmente ao fim. Tem sabor de fel pensar que a morte é a única certeza. Não me vejo fazendo um pacto com o tempo para ter paciência de assistir meus dias passarem um a um. Eu não vejo mais o tempo numa ampulheta que deixa cair grão em grão de areia. Nem me vejo como raiz misturada à terra sem que tenha vivido como árvore, flores e frutos. O tempo não pára, nós que paramos - ou não -. [...] Vivo ainda o verde, e tenho no peito coração, saúde, coragem e principalmente vontade.